Exercício de fixação

J f, 2008 by Franciel

Ingresia agora é AQUI, Ó

Não conseguiu? Então tente assim

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De nada.

Aviso à praça

J f, 2008 by Franciel

Alô, som. Alô? alô? alooooô? Um dois, três, som. Testando. Alô, som. Aumenta o grave. Estou sem retorno. Som, som, testando. Alô? Não estou ouvindo nada.

Meu amigo, assim não dá.

E é exatamente por conta deste e de outros problemas na trasmissão que  digo chega.

Calma, ansioso ouvinte, largue esta cicuta. Há muito que isto saiu de moda. 

E ademais (recebam, sacanas, um ademais pelas caixas na despedida), nem tudo está perdido.  

Sim, ainda não foi desta vez que vocês se livraram desta impoluta emissora. Apenas estamos mudando de endereço. E fazemos isto com o coração partido, mas a alma lavada e enxaguada, especialmente por conta de algumas promessas de carinhos em minha maltratada conta bancária. 

Portanto, eis a verdade que salva e liberta: a partir de agora, os ouvintes da Bahia e uma banda de Sergipe que quiserem escutar esta voz rouca e rascante devem sintonizar no seguinte endereço.

Maestro, a conta e caixa alta, por favor.

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REPETINDO

Alô, som. Alô? alô? alooooô? Um dois, três, som. Testando. Alô, som. Aumenta o grave. Estou sem retorno. Som, som, testando. Alô? Não estou ouvindo nada.

Meu amigo, assim não dá.

E é exatamente por conta deste e de outras problemas na trasmissão que que digo chega.

Calma, ansioso ouvinte, largue esta cicuta. Há muito que isto saiu de moda. 

E ademais (recebam, sacanas, um ademais pelas caixas na despedida), nem tudo está perdido.  

Sim, ainda não foi desta vez que vocês se livraram desta impoluta emissora. Apenas estamos mudando de endereço. E fazemos isto com o coração partido, mas a alma lavada e enxaguada, especialmente por conta de algumas promessas de carinhos em minha maltratada conta bancária. 

Portanto, eis a verdade que salva e liberta: a partir de agora, os ouvintes da Bahia e uma banda de Sergipe que quiserem escutar esta voz rouca e rascante devem sintonizar no seguinte endereço.

Maestro, a conta e caixa alta, por favor.

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Repetindo ao modo de exercício de fixação

Alô, som. Alô? alô? alooooô? Um dois, três, som. Testando. Alô, som. Aumenta o grave. Estou sem retorno. Som, som, testando. Alô? Não estou ouvindo nada.

Meu amigo, assim não dá.

E é exatamente por conta deste e de outras problemas na trasmissão que que digo chega.

Calma, ansioso ouvinte, largue esta cicuta. Há muito que isto saiu de moda. 

E ademais (recebam, sacanas, um ademais pelas caixas na despedida), nem tudo está perdido.  

Sim, ainda não foi desta vez que vocês se livraram desta impoluta emissora. Apenas estamos mudando de endereço. E fazemos isto com o coração partido, mas a alma lavada e enxaguada, especialmente por conta de algumas promessas de carinhos em minha maltratada conta bancária. 

Portanto, eis a verdade que salva e liberta: a partir de agora, os ouvintes da Bahia e uma banda de Sergipe que quiserem escutar esta voz rouca e rascante devem sintonizar no seguinte endereço.

Maestro, a conta e caixa alta, por favor.

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Últimas notícias, urgente

J f, 2008 by Franciel

Ainda esta semana, ocorrerá o desfecho de um nebuloso episódio que abalará toda a estrutura sócio-política-econômica e cultural da Bahia e de uma banda de Sergipe. Aguardem.

RIO VERMELHO BANHADO DE SANGUE

J f, 2008 by Franciel

Na Bahia, ninguém mais fica em pé. Depois que publiquei o fac-simile da primeira página do Tolerância Zero, acabou-se o sossego nesta ainda bela e besta província. Tá um rebuliço dos seiscentos. Todos querem saber quem é o autor da antológica manchete: “Cocaina causa impotência, loucura e homossexualismo. 

Como seguimos o velho lema panificatório de “servir bem para servir sempre”, eis alguns rabiscos, escritos no final de 2005, sobre o dono do mais novo jornal de Soterópolis e autor da antológica notícia sobre os efeitos do pó.

Recebam.

 

RIO VERMELHO BANHADO DE SANGUE

Não me peçam para lembrar o nome do filme porque aí seria abusar demais dos meus maltratados neurônios em plena quinta-feira. Porém, minha velha e ordinária, que me trai apenas de quando em vez, afiança-me que era uma película brasileira – daquelas dos 70`s-, pródiga em putas, palavrões e variants azuis. E, ao menos, uma outra certeza eu tenho. A frase dita pelo crioulo sargento era exatamente assim: “Rico também delinqüe. Mas, aí não é problema da polícia“. Touché!

Talvez as 10 palavras acima sejam as mais importantes do cinema nacional. Diz muito mais sobre a índole de Pindorama do que as masturbações sociológicas e existenciais que dominaram a produção tupiniquim daquela e de outras épocas.

Porém, antes que as digressões se apossem definitivamente destas mal digitadas, eu digo basta! O assunto hoje é Vicente de Paula, e não o cinema brasileiro, em que pese o cidadão ter decidido há poucos dias que vai ser roteirista. (Te cuida, Zé do Caixão). Aliás, desconfio que a famosa frase do primeiro parágrafo é mais uma invenção de Vicentão, em uma das intermináveis noites no Abaixadinho da Djalma Dutra.

Sendo ele o autor da frase ou não, o fato é que o referido está completando 60 anos de Bahia, com um almoço comemorativo na próxima sexta-feira, em um restaurante no Largo do Mocambinho. (Não farei propaganda do estabelecimento, pois o contreau é um assalto e a comida é meeira). Mas, eu dizia que Vicente tá completando 60 anos de Bahia, apesar de ele garantir que são sessentinha de idade, o que duvido. Afinal, são necessárias pelo menos seis décadas para um paulista ter tantas manhas de Soterópolis.

E ele as têm em profusão, como diria os locutores de antanho. E não somente as manhas da cidade, mas também do jornalismo, especialmente o policial.

Um exemplo?

Em uma noite de bebedeiras pelo Centro, em meados da década de 80, Vicente, com aquele vozeirão a la Gil Gomes, disparou na direção deste que voz aborrece há tantas e inúteis linhas: “Uma mulher foi esfaqueada agora no Rio Vermelho. Qual manchete você daria?” Assustado, tento ganhar tempo e pergunto: “E ela morreu?”.

Impaciente, como se o deadline já tivesse estourado, ele quase grita: “Não importa. O fato é que ela foi esfaqueada no Rio Vermelho e eu preciso da manchete agora“. E eu, idiota da objetividade, respondo: “Mulher esfaqueada no Rio Verme…“. Furioso, Vicentão nem espera eu terminar meu título e arremata: “Uma porra. Assim você não vende um jornal. A manchete é esta: RIO VERMELHO BANHADO DE SANGUE. Vá procurar outra coisa pra fazer porque jornalismo não é a sua“.

Eis um bom conselho que, por teimosia, não quis escutar na época. E, por isso, perdi uns bons anos nos ordinários bancos da Faculdade de Comunicação.

Porém, depois ouvi as benditas palavras do anjo torto e fui ser barnabé na vida. E estamos todos bem. O glorioso jornalismo baiano, que saiu lucrando imensamente, e este burocrata quase feliz que ora se despede.

Enfim, um jornal à altura da Bahia

J f, 2008 by Franciel

Desde que me entendo por gente (se é que me entendo por gente) ouço a seguinte ladainha nos becos, ladeiras e vielas da velha e ordinária Bahia: “Aqui não temos jornalismo. Os periódicos são anódinos; repetem sempre as mesmas pautas; não respeitam a inteligência do leitor e etc e coisa e tals”.

Pois muito bem. A partir de agora, podem aposentar o choro e o ranger de dentes. Já está na praça um jornal que horna as tradições culturais e intelequituais da Bahia e de uma banda de Sergipe.  

Confiram.